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Looking to the past – coquetéis clássicos

Looking To The Past - Os favoritos de sempre!

Em um mundo de cocktails autorais e cheios de criatividade, um número infinito de insumos e apresentações alegóricas, sabemos que a taça coupe com zest de laranja ou a caneca de cobre com fatia de limão sustentam suas famas bravamente e são altamente demandados nos diversos balcões mundo afora.

Neste mês teremos um texto do nosso Embaixador, João Morandi, nos contando sobre cocktails clássicos que “seguem firmes” no gosto das pessoas, mesmo com tanta modernidade, novidade e criação.

Divirtam-se com a leitura!

NÃO É ANTIQUADO. É VINTAGE!

É incontestável que a profissão de bartender demanda muito da criatividade e inspiração na hora de pensar em coquetéis autorais, decorações e como utilizar cada técnica existente para melhorar a percepção sensorial dos clientes em cada gole da bebida.

Mas como em toda profissão, saber e entender os clássicos, os "gigantes" que vieram antes de nós nos dá a base necessária para entender melhor a coquetelaria, e até como funciona a 'arquitetura" dos cocktails, as classes diferentes, as técnicas para entendermos o desenvolvimento e processo criativo.

Mas como definimos um clássico? O que faz de um clássico um clássico?

Seriam os ingredientes simples e universais? O sabor? A apresentação? A popularidade?

São muitas as perguntas e muitas as respostas sobre o que faz um cocktail perdurar ao longo dos anos.

Uma resposta simples e pouco elaborada apontaria que um cocktail clássico é aquele que figura na lista da IBA (International Bartenders Association) como tal. Sem entrar no mérito de como ele foi parar nessa lista, fato é que muitos dos nomes e receitas que nela estão são lembrados e celebrados nos balcões do mundo todo. Mas muitos nomes ali não passam de lembranças de um manual de bar antigo, e muita gente que nunca leu a lista não faz nem ideia do que seria um Canchanchara ou um Monkey Gland.

Outros você até já ouviu falar. Mas qual foi a última vez que alguém entrou no seu bar e pediu um Alexander?

Segundo a publicação "Drinks International", o Old Fashioned é o cocktail mais vendido do mundo nos últimos seis anos. Nomes como Negroni, Espresso Martini, Dry Martini e Moscow Mule, e suas variações, também figuram no topo dessa lista há meia década.

Vale a pena relembrar também de classes de cocktails que fizeram reestreia pesada nos balcões do mundo todo, voltando com tudo e mantendo seu lugar. Sim, estou falando do Gin & Tonic.

Originalmente servido em copo alto, como todo Highball, esse cocktail voltou apresentado em taças bojudas e botânicos de todos os jeitos para realçar os sabores dos gins. Por aqui, até o Moscow Mule ganhou uma espuma cremosa que coube tão bem nele que é até difícil de explicar que o original não conta com esse ingrediente tão magnético.

Falando em Highball, o Whisky Highball também passeou por bares do Brasil e do mundo como uma alternativa refrescante e equilibrada de degustar o destilado escocês, harmonizado com diferentes sabores de mixers, sem esquecer da carbonatação. Ingredientes bem brasileiros, como água de coco e cajuína, vieram visitar o amigo escocês, junto com mais ingredientes mais universais como a própria água tônica e a soda para formar Highballs pra todo gosto e estilo de paladar.

E pra você? Qual clássico não pode faltar no seu cardápio?

Até a próxima e grande abraço!