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O dia nacional do Martini está logo aí, e Ben Reed, da Cocktail Credentials, consultoria de bebidas, conta um pouco da história do icônico Martini e mostra três estilos diferentes que você pode servir no seu bar.

Em meu trabalho como embaixador global de coquetéis, há um único drink que posso pedir em qualquer país que instantaneamente me permitirá avaliar a habilidade de um bartender e saber o quão desenvolvido é o paladar daquele lugar. Esse drink é o Martini.

Com o dia nacional do Martini cada vez mais próximo, é difícil não pensar no mais icônico dos drinks, um dos meus favoritos de todos os tempos e talvez o coquetel mais discutido e versátil do mundo.

O Martini passou por uma evolução. Foi servido de diversas maneiras durante seus anos de vida. Muitas dessas variações foram na quantidade de apenas um ingrediente: o vermute. Mesmo que isso pareça trivial, tente pensar em quantos outros coquetéis já passaram por tantas mudanças.

As mudanças no Martini

Se você pesquisar as origens do Martini (por volta de 1880), você encontrará um antecessor chamado O Martinez (por volta de 1860), que apesar de também ser feito com gin e vermute, as semelhanças terminam aí. Misturava-se Old Tom gin, com vermute doce, bitter e licor maraschino, resultando num coquetel complexo e doce. Pode-se argumentar que a partir daí o único caminho possível seria torná-lo mais seco.

No começo do século XX a forma mais popular de Martini era 50/50, metade gin, metade vermute. Por volta de 1940, a quantidade de vermute já era o dobro. Nos anos 50, já era quatro para um. Essa relação continuou a mudar de acordo com o gosto dos bebedores, e o coquetel foi se tornando cada vez mais seco até o renascimento da coquetelaria clássica no final do século XX, quando os bartenders apenas molhavam o mixing glass com vermute, para revestir os cubos de gelo.

Nas décadas de 80 e 90 os paladares que vinham em constante evolução ao longo dos anos fizeram um desvio e começaram a pedir por coisas mais doces. Os vinhos fortificados e os bitters, tão populares nas receitas de coquetéis por mais de cem anos, de repente se tornaram obsoletos, exceto para alguns fãs fiéis. Era a época em que qualquer bebida transparente (preferivelmente a vodka) podia ser saborizada com um licor, colocada em uma taça e chamada de Martini.

O Martini foi salvo dos anos 90, o coquetel está de volta e cada vez mais sendo feito próximo da receita original 50/50. É uma época animadora para o Martini. Estamos vendo uma revitalização da categoria de vermutes, sendo que até há pouco tempo os bartenders penavam com a falta de opções. Os bitters aromáticos também passaram por uma grande renovação na última década, e retornaram como uma adição valiosa para o bar de um bartender. Junto com a crescente demanda de gin, isso mostra que o Martini original está bem, obrigado. Hoje em dia os bares acompanham o paladar evoluído de seus clientes, ávidos por coquetéis excitantes e inovadores.

O Martini não só perseverou, como prosperou. Está de volta e nunca foi tão seco!

Três maneiras de se fazer um Martini com gin

Aqui vão três tipos de Martini para servir em seu bar no dia nacional do Martini. O segredo para a maioria das receitas clássicas de Martini é sempre começar com a taça previamente gelada, o que já estabelece o padrão do coquetel. O melhor modo para gelar a taça é colocá-la no freezer por algumas horas, mas se você estiver sem tempo, deixá-la por 15 minutos já ajuda. Se nem isso for possível, simplesmente encha o copo com gelo e água gelada antes de preparar o drink, mas essa não é a forma ideal.

O precursor do Martini: The Martinez

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Old School Wet Martini: The Hoffman House

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Wet Martini atual: o Martini 50/50

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