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Os grandes clássicos da coquetelaria são atemporais – e por isso são clássicos. Não é preciso viajar para muito longe para se deparar com diversos twists de receitas clássicas ou até mesmo coquetéis assinatura que tiveram como principal inspiração uma receita clássica.

De Dry Martini à Gin Tônica, Old Fashioned, Manhattan e Negroni, você saberia me dizer quais os coquetéis mais famosos do mundo?

O BEABÁ DOS CLÁSSICOS

Não importa em qual lugar do mundo você esteja – ou até o estilo de bar – uma coisa é certa: clássicos são clássicos e podem ser pedidos – e apreciados – em qualquer balcão do mundo.

As receitas são constantes e não é preciso falar o idioma nativo para que seus nomes sejam entendidos: um NEGRONI bem falado não necessita tradução.

Carregados de história – e sabor – não se tornaram clássicos por acaso.

Alguns, trazem em sua história uma revolução de paladar, outros, uma mudança de perfil de consumo. Outras receitas são inspiradas em grandes personalidades mundiais – vide Hemingway Daiquiri – e outros, por sua vez, sugerem um equívoco (bem sucedido) do bartender, a exemplo de um delicioso Negroni Sbagliato.

A questão é que, com o passar dos anos, e muitas vezes até décadas (e porque não dizer séculos!), as grandes receitas não envelhecem – pelo contrário : ficam cada vez mais atuais.

Sejam sabores mais alcóolicos ou predominantemente amargos, de botânicos ou com notas complexas de um bom vermute, todo bartender está sempre pronto para prepará-las.

Todos os anos, a Drinks International libera uma lista com os 100 melhores bares do mundo e claro, com os coquetéis mais pedidos nestes lugares.

ANOS DE HISTÓRIA EM UM ÚNICO GOLE

Em terceiro lugar na lista, o Whiskey Sour. Composto apenas de 3 ingredientes (limão, açúcar e Whiskey), é simples em composição e complexo em sabor. Atravessou gerações e tem inúmeras versões de releituras mundo à fora.

Podendo ser feito com a utilização da clara de ovo como agente de texturização, esta por sua vez, é opcional, mas sem dúvidas enriquece a experiência sensorial.

Lembre-se que um bom coquetel vai além do sabor: também há a textura, o aroma, o visual, e por que não dizer: a execução?! Sua primeira aparição foi por meados de 1860, e a Marinha Real Britânica leva os créditos por ter popularizado a categoria sour. Devido à longa permanência ao mar, o escorbuto era uma doença recorrente entre a tripulação e para evitar tal doença, era comum que os tripulantes misturassem limão à suas rações – ou à sua bebida.

Conveniente, não?

Já o segundo lugar, é ocupado pelo Negroni, onipresente nos cardápios do mundo todo.

Sua receita? Apenas 3 ingredientes alcóolicos em partes iguais : Gin, vermute tinto e bitter italiano (seria o número 3 o segredo do sucesso para os grandes clássicos da coquetelaria?).

Sua origem é repleta de lendas, mitos e verdades sobre sua criação, mas uma coisa é certa: o abre alas dos paladares amargos é um dos coquetéis mais requisitados nos 4 cantos do mundo, e com a diluição adequada te leva à uma viagem que passa pelo amargo, complexo e especiado e finaliza – pelo menos pra mim – no adocicado.

Não poderíamos esperar menos de um coquetel com mais de 100 anos de história, não é mesmo?

SIMPLES ASSIM

Em primeiríssimo lugar na lista – e nas últimas 5 listas anuais – o Old Fashioned. Na literatura, encontramos a verdadeira definição de um coquetel: bitter,açúcar, água e destilado. Assim, nascia o Old Fashioned.

Originalmente feito com Whiskey de centeio (o famoso e picante Rye Whiskey), ganhou fama mundial e apreciação também sendo feito com Whiskey Bourbon (tente uma receita com Bulleit!), e incontáveis releituras. Inegavelmente complexo e capaz de entregar aos seus apreciadores da categoria a verdadeira ‘alma do Whiskey’, tem sua predileção inabalável pelo mundo todo – inclusive por mim, que adoro um clássico Old Fashioned.

Seja qual a sua forma de fazer seu Old Fashioned, o importante é escolher o Bourbon ou Rye Whiskey que mais agrade ao seu paladar.

Não se esqueça que os pilares de dulçor e a complexidade e amargor dos traços de bitter devem estar bem equilibrados, e claro: a diluição.

Para que seu Old Fashioned permaneça complex e equilibrado como deve ser, escolha o gelo de melhor qualidade, tanto dentro do copo, quanto no mixing glass.

Os aromas cítricos da casca fresca de laranja ampliam a experiência sensorial e começam a ser sentidos antes mesmo do primeiro gole, e claro: a – literalmente – cereja do bolo.

Ao finalizer seu Old Fashioned, coroe seu coquetel com uma cereja de verdade – esqueça as de chuchu! Afinal de contas, quem não gostaria de apreciar seu ultimo gole acompanhado de uma suculenta cereja com traços de Whiskey?

O inexorável coquetel pode ser lido em praticamente todos os livros que se referem a coquetéis, bem como pode ser apreciado em qualquer balcão do mundo, pois um bom bartender faz jus à sua fama.

Os grandes clássicos são isso: podem ser lidos, bebidos e pedidos – e são – em todos os lugares onde são procurados.

E quem faz os grandes clássicos serem clássicos?

Ao fazer ou pedir, ao recomendar ou criar sua própria versão….

Você(s).

OS QUE NÃO PODIAM FALTAR…

E claro que nesta lista também estão presentes coquetéis como: Daiquiri, Manhattan, Martinez, Dry Martini, Espresso Martini….

Os coquetéis mais famosos – e pedidos – do mundo são simples, porém, complexos. Entregam sentido à frase: “Menos é mais.”

Não é preciso um grande aparato para executá-los, mas é preciso entendê-los e claro, respeitá-los.

E assim, se perpetuam através dos anos e gerações de profissionais de bar e apreciadores de coquetéis, tendo sua história e legado contados e consolidados não só pela literatura, como também pelo paladar e memória de quem os faz e os consomem.

CINCO PONTOS CHAVES

  1. Menos é mais.
  2. Respeite sua história!
  3. Legados se consolidam através de fronteiras.
  4. Um bom bartender executa um classico com paixão.
  5. O ranking quem faz é você.