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Cachaça, o destilado brasileiro.

Pode ser envelhecida em mais de 20 tipos de madeira, possui um gama infinita de combinações de aromas e sabores, bem como de complexidade.

A Caipirinha vem ganhando o mundo. Não só por ser um perfeito exemplo de brasilidade em um coquetel, como também tem levado a Cachaça a atravessar fronteiras.

A Cachaça foi, por muito tempo marginalizada. Acreditava-se que estava sempre voltada ao consumo exacerbado e irresponsável, ou ao baixo poder aquisitivo de seus consumidores.

Não é assim. A Cachaça é motivo de orgulho para o Brasil, representa riqueza e complexidade, história e mil e uma possibilidades.

ALÉM DO ALAMBIQUE

Muito se fala sobre destilação quando citamos Cachaça.

Em qual tipo de alambique se realiza esta etapa, teoricamente, definiria a qualidade do produto final.

Verdade absoluta? Não.

Toda bebida destilada necessita passar por diferentes etapas até se tornar, de fato, o produto final consumido em sua apreciação da dose, ou em coquetéis.

A primeira etapa é a seleção da matéria-prima de origem. No caso da Cachaça, temos a cana-de-açúcar, e vale a pena ressaltar que trata-se do caldo fresco da cana-de-açúcar, que deve ser extraído em até 48 horas após o corte da cana.

Por falar em cana, temos muitas espécies, sendo as mais utilizadas e conhecidas; Cana Caiana, Cana Rosa, Carangola, Fita, etc.

Após extraído o caldo fresco da cana-de-açúcar, resta a fermentação deste mesmo caldo.

Nesta etapa ocorre a conversão dos açúcares ali presentes em dois elementos fundamentais à próxima etapa: gás carbônico e álcool. Por isso, na etapa da fermentação temos o que denominamos o “nascer do álcool”, pois nesta mesma etapa já se é possível obter graduação alcóolica.

Agora, resta a destilação.

A destilação pode ocorrer em dois tipos de alambique, sendo estes: alambique de cobre ou alambique de coluna.

Qual a diferença entre eles?

De maneira bem simples:

Alambique não define qualidade.

O termo ‘artesanal’ muitas vezes é atribuido ao uso de alambiques de cobre, justamente por estes serem utilizados em destilações destinadas a lotes menores. Porém, não é o estilo de alambique que definirá a qualidade de sua Cachaça.

Lembre-se que existem outros processos envolvidos!

CACHAÇA ALÉM DO COPO

Existe cada vez mais, uma variedade de versões de receitas de coquetéis com Cachaça.

De releituras a autorais, ou execuções de grandes clássicos como a Caipirinha, a Cachaça está cada vez mais sendo requisitada pelos bares.

Ah, claro…não só pelos bares!

Quando pensamos em Cachaça, devemos pensar em possibilidades.

Criatividade, complexidade. Aromas e texturas, sabores e cores. Diversa, como o seu próprio país de origem.

De licores de Cachaça com frutas nativas à infusões mirabolantes, blends complexos e intensos e Rabos de Galo envelhecidos em barris de madeira brasileira, é preciso pensar – e enxergar – a Cachaça além do copo.

Porque não no prato?

Seja em um molho ou geléia, ou até mesmo no momento de flambar uma carne, ou uma seleção de cogumelos suculentos.

Na sobremesa? Porque não em uma calda de pudim, ou até mesmo no próprio pudim?

Se podemos encontrar um mundo inteiro de sabores e níveis distintos de complexidade, a depender da madeira utilizada e tempo de envelhecimento, porque não explorar essas possibilidades também na gastronomia, e tornar ainda mais rica a experiência de nossos clientes?

Seja em reduções, molhos, geleias, espumas, infusões, coquetéis envelhecidos, tinturas, licores, bitters, uma coisa é certa: a Cachaça já garantiu seu lugar.

Os Chefs pelo mundo já apreciam e admiram seu potencial, capaz de preserar o mais sutil frescor da cana-de-açúcar mesmo quando mesclado à notas intensas e herbais de uma madeira de bálsamo, por exemplo.

ANOTA AÍ!

E para uma receita clássica, finalizamos com o grande : Rabo de Galo!

Surgiu em meados dos anos 50, devido à chegada de uma marca de vermutes italianos ao Brasil, a união simples e ao mesmo tempo complexa de Cachaça branca e vermute tinto dava origem ao nome em tradução literal, da palavra cocktail.

Bem como a Caipirinha, o Rabo de Galo vem ganhando corações – e porque não dizer – paladares? Inúmeras versões envelhecidas, aromatizadas e infusionadas já foram desenvolvidas, e isso se dá à proporção em que a admiração e reconhecimento a este coquetel crescem.

Notas diferentes são agregadas ao coquetel a depender da madeira utilizada nos barris que participaram do processo de envelhecimento e/ou blending.

No vermute? Também.

Notas de especiarias podem ser pouco ou mais percebidas de acordo com sua preferência.

A receita clássica consiste em partes iguais de Cachaça e vermute tinto, mas você pode adaptá-la de acordo com sua preferência à entrega dos aromas e da experiência a seus clientes. E o restante? Mexa com gelo em um mixing glass até a diluição correta e temperature ideal. Sirva apenas o líquido em copo baixo com gelo novo, aromatize com uma casca cítrica e: saúde!

E aí, gostou? Acompanhe o video, e quando fizer sua receita, poste em suas redes sociais e marca a gente!

CINCO PONTOS CHAVE

  1. A Cachaça é bem além do alambique
  2. A importância das madeiras
  3. Um destilado que é nosso!
  4. Olhando além do copo
  5. Inventar e porque não, reinventar um clássico?