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ONDE TUDO COMEÇOU

Rum e o Caribe

Apesar de ser muito associado ao Caribe, as primeiras versões de rum foram produzidas no sul da Ásia. Derivado da cana de açúcar, uma gramínea alta, fibrosa e cilíndrica trazida por Cristóvão Colombo para as Américas, o rum foi descoberto acidentalmente por escravos no século 17. Eles perceberam que o melaço, um resíduo do processo de refino do açúcar, fermentava quando era deixado ao ar livre no calor tropical.

O melaço produzido no Caribe era enviado por navio para a Nova Inglaterra, e então destilado até virar rum. Não demorou muito para ser produzido também nos trópicos, e a popularidade do rum se espalhou pela América Colonial e depois para outros países.

DO TIKI AO TOPO

Antes da independência americana, o rum era considerado a bebida nacional dos Estados Unidos, com registro de consumo anual de cerca de 14 litros por pessoa. Isso mudou quando a Inglaterra sancionou a Lei do Açúcar em 1764, impondo pesados impostos sobre o açúcar e o melaço, o que prejudicou bastante as destilarias caribenhas e foi uma das causas da Revolução Americana.

Em meados do século 19, com as restrições comerciais, aumento dos preços, e a crescente produção de whisky nos Estados Unidos, o rum foi aos poucos sendo deixado de lado. Por sorte, não foi aí que sua história terminou.

Após a revogação da Lei Seca, em 1933, o rum precisava encontrar um meio de cair novamente no gosto do público americano, e foi com os coquetéis Tiki que a cena da coquetelaria novamente explodiu. Um jovem contrabandista de bebidas texano, inspirado após uma viagem pelas ilhas do Pacífico Sul, abriu o infame bar Don’s Beachcomber em Hollywood. O bar, com suas tochas e móveis de vime, oferecia gastronomia cantonesa e exóticos ponches de rum. Era o início da era dourada do rum e o nascimento de clássicos como Mai Tai e Fog Cutter, encontrados até hoje nos bares de todo o mundo.

COMO É FEITO?

O rum é feito de derivados da cana, como melaço, melado ou caldo de cana, por um processo de fermentação e destilação. Os runs leves geralmente são feitos através de destilação contínua, enquanto os runs com maior graduação alcoólica costumam ser destilados em alambiques de cobre. Após a destilação, o rum pode ser envelhecido em qualquer lugar do mundo.

Há diversos fatores que influenciam no gosto e nas características do rum, incluindo matéria-prima, métodos de fermentação e destilação, tempo de envelhecimento e até mesmo a qualidade da água utilizada para diluir o produto final.

Um dos quesitos que mais influenciam a qualidade e sabor final de um rum é seu blending – mistura. Toda garrafa é o resultado de diferentes runs habilmente misturados por um mestre destilador. São necessários anos de treinamento para se aprender esse processo, e as técnicas são passadas de geração a geração, para manter a tradição viva e fortalecer a identidade das marcas produtoras de rum.

ESTILOS DE RUM

Embora não haja um modo definitivo de se categorizar o rum, o melhor indicativo são os termos utilizados em seus locais de origem. Esses termos são adotados segundo os países onde o rum é produzido, sendo que cada um deles possui sabores característicos, além de estilos e processos de produção específicos.

Rum francês (rum agrícola) – nas ilhas que sofreram colonização francesa, como Martinica, Guadalupe e Haiti, o rum é produzido através da destilação do caldo de cana fermentado, e não do melaço. O rum agrícola tem sabor leve e aroma intenso, devido à grande quantidade de ésteres — substâncias químicas presentes durante o processo de fermentação e destilação da cana de açúcar em alambiques de cobre. Essas substâncias são responsáveis pela cor escura de banana e pelo aroma de abacaxi deste tipo de rum.

Rum inglês — as antigas colônias britânicas produzem um rum mais pesado e com forte sabor de melaço, e utilizam mais alambiques de cobre em sua produção do que outros países. Marcas populares como Captain Morgan nasceram de uma rica história de comércio de ingredientes entre Inglaterra e Caribe. Os runs da Jamaica, Trinidad e Guiana eram misturados em Bristol, para fazer o que se chamava de tot, a ração de rum da marinha inglesa.

Rum espanhol – os runs chamados de espanhóis, como o Pampero e o Zacapa, são produzidos na Venezuela, Cuba, Porto Rico e Guatemala, e em geral são mais leves e com mais ingredientes florais do que os pesados runs ingleses, embora esse nem sempre seja o caso. A introdução do alambique de coluna estabeleceu a produção desse estilo mais leve de rum nesses países. Durante o século 20, o rum do tipo espanhol foi muito mais consumido do que o rum inglês. O destilado suave é envelhecido em barris de carvalho, o que suaviza o rum e cria seu sabor agradável e frutado. Seus variados estilos são descritos com palavras espanholas, como añejo, e muitos fabricantes também adotaram métodos de produção tipicamente espanhóis, como o sistema de envelhecimento soleira, usado na fabricação do Zacapa, na Guatemala.

Cachaça (chamada de “rum brasileiro”) – um dos destilados de cana mais antigos, seus primeiros registros datam de 1610, na Bahia. A forma mais comum de consumo da cachaça em todo o mundo é misturada com limão e açúcar, a tradicional Caipirinha. Talvez não exista outro destilado no planeta tão fortemente ligado a um coquetel específico. Mais de dois bilhões de litros de cachaça são produzidos anualmente no Brasil — cerca de 11 litros por pessoa!

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  • Zacapa Rum

    Zacapa Rum

    O Zacapa é produzido a 2.300 metros de altitude nas montanhas da Guatemala, para atingir seu sabor sutil, condimentado e delicioso de frutas cristalizadas.

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